21 junho 2017

É chegado o inverno, a estação mais fria do ano e, apesar, de no Brasil as alterações climáticas não serem tão marcadas e significativas como nos países da Europa ou América do Norte, por exemplo, essa mudança climática pode refletir em nosso comportamento e organismo.

Já perceberam que no inverno - dias frios - o nosso corpo fica mais lento e preguiçoso para fazer as mesmas tarefas que costumamos fazer no dia a dia? Isso é muito mais comum do que se imagina e é um fenômeno comportamental de como as mudanças climáticas podem influenciar o nosso psicológico.

As primeiras alterações começam quando os dias frios e de forte incidência de ventos e até mesmo chuvas, tornam-se menos convidativos à sair, então passamos mais tempo em casa, vendo algum filme ou série, tomando bebidas quentes, relendo um livro. Enfim, passamos a adaptar a rotina e, nesse momento, voltamos para dentro de nós mesmos, ficando mais reflexivos, mais introspectivos e, em alguns casos, com uma baixa frequência afetiva.

Por mais que este costume comum no inverno pareça normal, pode gerar um vício conhecido como "depressão sazonal", em que alterações do sono, humor, apetite e energia estão diretamente ligadas à mudança de estação. Visto que em dias nublados há uma maior produção de melatonina (hormônio responsável por regular o sono) e diminuição de serotonina, que mantém o nosso cérebro em estado de alerta e, consequentemente, o corpo funcionando bem.

E como no Brasil a chegada do inverno coincide com o início das férias de meio do ano, mudanças de energia e motivação podem ser observadas e confundidas com os sintomas de uma depressão sazonal, como dificuldade em acordar cedo - e mesmo ao acordar, continuam sentindo cansaço ou fadiga - dificuldade de concentração; isolamento social; e mudanças no humor como irritabilidade e apatia. 



É justamente por ser tão comum nessa época do ano, que esse "vício" causa preocupação, pois um simples comportamento de inverno, se não observado e controlado, pode acarretar problemas psicológicos mais tarde, saindo de uma "depressão passageira" para um quadro de depressão, como doença, por exemplo.

Então, Vitu, como evitar? 

1. Primeiro de tudo: não podemos nos entregar à preguiça. A vida continua e as tarefas cotidianas também, pode sim aproveitar o tempo frio para se curtir mais, ficar um pouco mais na cama, ter várias sessões pipoca e Netflix, mas sem deixar de lado os compromissos e o convívio social. Ficar sozinho é ótimo, mas como as alterações no organismo afetam diretamente o nosso psicológico, ficamos mais suscetíveis a momentos de tristeza e solidão. Porque lembrem-se ficar sozinho é diferente de estar solitário

2. Aproveite o momento também para se dedicar a novos projetos ou estudos, uma mente saudável e ocupada estará muito mais bem preparada para lidar com adversidades e alterações, desde imprevistos do dia a dia, à mudanças no clima. 

3. Saia de casa. Mesmo nos dias mais frios ou chuvosos, coloca uma roupa bem quentinha para estar bem agasalhado e vá a um lugar qualquer, nem que seja na padaria ou esquina. Todos os dias podem ser apreciados e já dizia minha avó "ninguém é feito de açúcar". As vezes um banho de chuva poder ser divertido, mas cuidado para não ficar resfriado.

4. Cuide da sua alimentação. Que tal experimentar novas receitas e se desafiar na cozinha? Além de se divertir (ou bagunçar muito), você ainda sai alimentado e gasta energia!

5. Medite. Cante. Dance. Aqui são três opções, mas todas com a mesma finalidade: exercitar a mente e o corpo. Você pode fazer a que mais te agrada, mas por que não praticar as três?

As dicas são bem simples e comuns, que  com certeza já praticamos em algum momento, mas talvez em menor frequência. No fim das contas, as estações do ano vêm e vão, mudanças climáticas estão sempre acontecendo, o que não podemos é parar. Como eu sempre digo: não importa a situação, mas a forma como você reage a ela.

Fiquem bem e bom inverno a todos!

24 julho 2016

(Escrito em 20 de julho ao som de "A Noite" - Tiê)

"Palavras não bastam, não dá pra entender.."

Um simples verso que tenho guardado comigo e por todas as noites tem me incomodado.


Tenho sentido falta de algo.

Tenho me sentido transbordar.

Compartilhar o que me incomoda com meus amigos não tem sido mais suficiente. Eu escrevo por refúgio, sinto-me lavar a alma quando discorro as letras pelo papel, ao final do texto as lágrimas sempre se transformam em sorrisos.

TRANSFORMAVAM-SE.

Já não é mais assim.

Dizem que somos a soma das pessoas que passam por nossas vidas e eu digo que em tudo de mim há um pouco de você.

Pensar assim é lindo ou era...

Mais do que ouvir, desabafar e escrever, eu preciso e sinto uma vontade de falar.

É tão complexo porque me sinto transbordar e faltar ao mesmo tempo. Sobra muito, mas falta pouco, um pouco de mim. E durante a noite, os pensamentos me perseguem, ensaio um, duas ou três conversas, vários diálogos, todos bem ensaiados para não errar o roteiro.

Mas o dia amanhece, nada aconteceu.

De nada adianta eu transbordar para muitos, se for faltar para você.
Enquanto eu não concluir esse diálogo ensaiado, o meu ponto final terá sido...

INTERROGAÇÃO.

05 julho 2016















(escrito em 12 de junho ao som de High Hopes - Kodaline)

Eu nem sei mais quanto tempo faz, na verdade parei de contar.

Eu tinha deixado de lado, deixado tudo para trás, até tentei escrever um nova história.
Durante todo aquele tempo eu fui bem persistente, tentei apenas virar a página, reescrever alguns parágrafos, no máximo mudar o capítulo. Mal sabia eu que a única opção era trocar de livro.

Mas iniciar um novo livro tem sido o meu maior desafio, avanço algumas linhas, rabisco alguns parágrafos, esboço alguns sorrisos e já quase no fim da página, uma lágrima me interrompe a vírgula.

Ponto final.

15 março 2016


Então é isso.

Depois de tanto tempo insistindo, tentando e adiando, preciso admitir que já não existe um nós. Existe eu, você e lembranças boas e ruins de tudo que, juntos, somamos e vivenciamos.

Eu queria tanto que você voltasse, até que você voltou... Na verdade, eu te busquei, como em todas as outras vezes, te trouxe para perto, te quis amor, te quis amigo, te quis irmão.

Mas a cada vinda, trazia consigo uma nova ida. E deixava em mim novas cicatrizes. Restou a mim, me fazer mais forte, consertar os meus erros, entender os seus porquês e convencer meu coração. Eu me vi obrigado a enxugar as lágrimas e crescer, amadureci relativamente rápido e aprendi a gostar ainda mais de mim. Aprendi que os nossos lugares poderiam ser meus, que eu não preciso de você para fazer pratos vegetarianos, que eu poderia ser eu mesmo, estando sem você.

Eu fiquei sozinho e continuei o meu caminho, ao meu lado sempre estavam os meus amigos e as memórias de nossa história que não via mal nenhum em guardar, porque elas já não me faziam mal. Lembrar de ti me deixava bem, o quanto eu fui agradecido pelo pouco, mas intenso que tivemos. Momentos que eu só tive com você, brincadeiras e expressões que só você entende, piadas que só você ri. 

Essa última vinda serviu para me mostrar que mesmo eu sendo péssimo com despedidas, é hora da minha ida. Já não faz mais sentido ouvir e continuar com "High Hopes", apenas aceitar que para você "This Is Not Like Home".

Você me fez entender que o primeiro não é o único, muito menos o último e que contos de fadas não existem, o felizes para sempre não depende só de amor, é preciso também vontade, vontade dos dois. Você pode até discordar, mas nossa história foi bonita sim, um ótimo roteiro de novela, nossos amigos adoravam ouvir falar sobre nós. Você me rendeu meus melhores textos, mas agora, meu bem, chegou o momento de escrever novas histórias, talvez menos complexas e quem sabe, um final feliz.

Pra encerrar essa história, só peço que não me esqueça. Não esqueça que eu sempre apoiei os teus sonhos e acreditei no seu crescimento. Não esqueça que eu deixei o meu ego de lado, ignorei os conselhos e fiz qualquer loucura para fazer dar certo. Não esqueça que eu sempre estive do seu lado, perto ou longe, entre beijos e abraços, colo e ombro-amigo, que eu fiquei até quando você me pediu para ir. E lembra que eu fiquei enquanto pude, que eu amei de todo amor. Lembra que em tudo de mim, há um pouco de você. Lembra que eu te ensinei a amar, mesmo não tendo sido para mim.

Eu sei que você vai ser feliz por aí, como eu aprendi por aqui.
Obrigado por tudo,

Vitu

14 março 2016

Eu nunca sei o que eu quero, ao passo que sei exatamente aonde quero chegar.

Acontece que eu não sei se devo ficar ou partir, eu poderia fazer qualquer um dos dois. Eu sou de libra.

Cresci sendo chamado de indeciso. Por estar sempre em cima do muro, por não saber escolher. Sou indeciso porque sempre consigo ver os dois lados, sabe? Sempre examinando um, depois o outro, por fim acabo equilibrando, ponderando. É impressionante como eu consigo sempre equilibrar, sempre fazendo o papel de mediador, seja numa briga, num conflito, numa discussão com amigos ou até mesmo na situação ou relação do outro.

Eu sempre sei exatamente o que fazer, como ajudar as pessoas, como agradá-las, acalmá-las ou simplesmente fazer com que se encontrem. Não que eu esteja sendo prepotente, mas eu facilmente me coloco no lugar do outro, não importa como eu enxergue ou o que eu pense, o importante é como o outro se enxerga e como lida com isso. Apenas o outro conhece os seus próprios problemas, então de nada adianta a minha perspectiva, a não ser que eu passe a ver pelo ângulo dele e assim, me colocando em seu lugar, eu posso analisar, equilibrar e aconselhar. E ele, por conta própria, poderá agir. 

Percebo que as pessoas se sentem à vontade comigo porque eu permito que sejam elas mesmas, em sua essência, eu não as julgo, não repreendo, muito pelo contrário, crio o ambiente confortável, para que se sintam em casa, sintam-se como em seu lar, eu me coloco como um reflexo da alma. Porque a melhor forma de nos conhecermos é exatamente através do outro. Os defeitos que vemos no outro, são na verdade aquilo que está sobrando em nós.

Talvez para alguns isso não faça muito sentido, há coisas que só fazem sentido para mim, ou melhor, para quem é de libra. Eu compreendo todo mundo, mas nunca ou raramente alguém me compreende, por vezes me sinto sozinho. Sou frágil e sensível, a ponto de ser ingenuamente bobo. Do tipo que se emociona facilmente, seja consigo mesmo ou com a alegria do outro, porque não há nada que me deixa mais feliz do que ver a felicidade do outro, saber que as pessoas que gosto e que amo estão bem, saber que ainda há motivos para acreditar no melhor das pessoas, saber que ainda há motivos para acreditar na incondicionalidade do amor. 

Mesmo que não façam o mesmo por mim [...]

As pessoas cobram de mim escolhas fáceis, decisões rápidas. Mas eu quero tudo, quero o mundo, quero alguém. Talvez não dê para ter tudo. Mas o que é o tudo? Bom, eu ainda não sei.

Estranho mesmo é que sou cercado de múltiplos amores, há sempre alguém caindo no meu charme libriano, na minha forma simples de, involuntariamente, conquistar as pessoas. Muitas vezes me questiono como alguém pode gostar de mim, mas gostam. Porém eu nem gosto de todo esse rodeio, não quero múltiplos amores, só quero o meu ninho, o meu lar.

Pensei ter encontrado, então resolvi parar. Resolvi parar porque aprendi a ser feliz sozinho, mas vamos confessar, é tão mais divertido quando caminhamos com alguém.

Acontece, meu bem, que eu sou de libra e o convido, abertamente, para vir comigo, descobrir o que fazer da vida. 
 
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